MUDAR O MUNDO OU MUDAR A SI MESMO?

Bem
antes de Newton, já vivíamos com a lei da ação e reação. Ao nascer eu já reagi
a esse mundo, reagi à separação do corpo da minha mãe, por isso
expressei essa reação através do choro.
Ao crescermos vamos assimilando que no mundo é preciso entender essa
regra para viver, precisamos entender que se tocar em uma panela quente iremos
se queimar, que se alguém chora é porque está precisando de algo. Sempre há uma reação diante de uma ação.
Para
vivermos, precisamos do que é essencial, do que necessitamos; mas será que
sabemos o que necessitamos? A sua
vizinha diz que necessita de uma nova máquina de lavar, seu primo diz que
necessita daquele carro novo, sua amiga diz que necessita daquele vestido, sua
mãe diz que necessita de um novo armário
e você? Ah não precisa dizer! Muitas vezes eu também necessitei de um novo
vestido, de um novo sapato, de uma nova bolsa e sei que muitos acreditam que isso é necessitar
(segundo o dicionário esta palavra significa precisar absolutamente de algo, carecer).
Será mesmo que
essas coisas são suas necessidades absolutas?
Através
dessa “necessidade” as pessoas esquecem quem realmente são, esquecem essa
essência que Segundo Heráclito era imutável, infelizmente meu amigo Heráclito, as
pessoas são levadas para que a essência
mude. Certa vez Joana perguntara sua
amiga, sobre quem era aquela nova moça que passava na rua, a amiga então
respondeu: É fulana, filha de cicrano, estuda em X, trabalha em Y, tem o carro
de tal modelo. Porém, não foi bem isso que Joana perguntou...
Acredito que indagações a respeito de quem realmente somos, são perguntas que atormentam nossa cabeça, digo particularmente, pois desde a infancia quando ia deitar, ficava olhando as paredes do quarto e me perguntando sobre tais coisas, inclusive, para entender melhor o mundo. Ao crescer, estudei várias teorias para
entender o surgimento do universo e conclui que teoria alguma consegue explicar o que vai além da explicação da perfeição do Universo. O que acredito, é próprio de mim e isso não muda quando me refiro a você também, caro leitor (a).
Uma coisa é certa,
com a vida corrida, com o trabalho, estudo, família, religião, festas, viagens,
mídia, tecnologias, dinheiro e todas as coisas que fazem parte do nosso
cotidiano, é quase impossível às pessoas sentarem e pensarem na existência de
si próprio, ou do papel que tem na sociedade para com outro.
Infelizmente, cada vez mais a sociedade se
torna insensível. Precisamos saber dividir
nosso tempo, o mundo não precisa de pessoas iguais, o mundo precisa de pessoas
com mais amor, com mais cuidado, com mais respeito, com dignidade. Ahh Rafa,
mas o mal existe e sempre vai existir! Eu sei disso, as vezes certas cosias que acontecem, nos ajuda até para acordar, orientar e dar uma balançada para tirar coisas boas de algo ruim. Porque acredito que como o machado de Tor, na Mitologia Grega, que sempre voltava para ele, fazendo vencer qualquer batalha, acredito também que o amor, que é nato do ser humano, independente da batalha que venha enfrentar, sempre irá surgir para fortalecer e vencer o mal.
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