A ROTINA QUE NINGUÉM VÊ
Desperta as 6
horas, coloco na soneca de mais 10 minutos.
Pego o celular,
sem mensagens de bom dia. Coloco música, Levanto, escovo os dentes, banho,
roupa e café. Café puro, Preto, com um pouco de açúcar, porque de amargura já
estou me afastando.
Pego a bolsa,
Chaves e água. Não posso esquecer da água, faz bem né.
Trabalho, pessoas,
selos, uns iniciam com AC outros iniciam com BK, tem azul. Azul da cor do céu,
do mar, digo, minha/nossa cor.
São 12:10, bolsa,
Chaves, óculos e caminhar. Abre portão, dois cadeados, precisam logo de dois?
Segurança nunca é demais. Um degrau, dois, três, quatro. Desisto de contar e
entro. Almoço, lembro do quão essa panela complica a situação, tento uma, duas,
vezes. Pegou, pressão. 14:00 está pronto, celular, prato, talheres.
Sujou, lavou.
Sujou.
Alguns metros, vejo livros, cadernos, canetas e computador. Artigo, monografias, revistas. 45 minutos da série, só 45 min não faz tão mal assim. E mais 3 minutos daquela música, só 3 minutos, nossa música.
Um olho na série, Sherlock confirma e acerta o
assassino. Outro olho na tela, mais um parágrafo, genes, Leis, moléculas,
seres. Música, essa música, a letra da música, lembranças, esqueço as
lembranças.
São 18hrs, jantar,
não tem aquela panela, ótimo. Cuscuz. Precisa descansar 3 minutos para reter a
água? É, ele precisa descansar. Eu também.
Lavou, sujou,
Lavou.
Retorno aos
livros, lembro que é a última semana de férias, praia seria legal. A última vez
foi legal. Fujo da praia e tento voltar aos livros, isso sim é importante.
Minutos depois...
Um pensamento na
praia, um olhar no livro, outro no celular.
3 minutos...
Um pensamento em você, outro, na praia, um
olhar vago no livro, nenhum no celular.
3 horas depois...
Todos pensamentos
em você. Me convenço que isso é pior do que tomar café puro, preto e sem
açúcar.
Adormeço.
PS: texto do dia 15 de Janeiro de 2018.
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