NÃO VOU FAZER NADA DISSO

Você pode ler esse texto, ao som de Ausência - Marília Mendonça
Hoje é mais uma manhã daqueles
domingos, daqueles que você senta na varanda de casa e fica olhando por alguns
minutos o céu. Aqui, tem algumas fiações, impedem de enxergar o céu como queria
olhar. Mas não deixa de ser um céu, lindo céu por sinal.
Pego o celular e digito seu
nome, desisto de abrir seu contato. Vejo sua última visualização, entrou na
madrugada, nem quero imaginar o que poderia estar fazendo. Ignoro meus
pensamentos, poderia mandar uma mensagem pra saber como você está, ao menos,
pra saber se acordou bem, um bom domingo talvez. Desisto também.
Prometo pela milésima vez que
não vou me preocupar, nem perguntar por você. Acredito que dessa vez eu vou
cumprir, vou tentar, nem que seja só por hoje, um dia de cada vez, Hoje é não
pensar em você, na gente. Amanhã, é sem ligações, sem mensagens. Depois, evitar os lugares
que eu possa te encontrar, evitarei abrir pastas no computador com nossas
fotos, quero evitar lembranças que me fazem chorar.
Eu vou cumprir tudo isso, e
olha, não é orgulho, é aceitação.
Mas olha, com muita
sinceridade, você faz uma falta danada. Não somente nos dias de domingos, mas
todos os dias da semana. Tem noites, que são mais complicadas, a insônia
insiste em me segurar pelo braço e nessas madrugadas, a saudade vem e senta do
meu lado, as vezes até toma café comigo e vai embora, outras vezes, ela fica,
deita comigo e permanece.
Mas isso já era provável
acontecer, sentir saudades. Nossa história foi bonita, marcou minha vida e a
sua também. Marcou tanto que ainda te espero para organizarmos essa bagunça que
fizemos, ou até bagunçarmos mais ainda. Espero que esteja bem, que as
coisas aí estejam voltando ao normal, que Deus, Ele que sempre nos orientou, continue
te orientando. Se seu dia, for muito difícil, lembre-se de olhar o céu, nem que
aí seja entre vidros, aqui, é entre fiações. Mas olhe e admire o céu, ele vai
te dar forças nos dias difíceis e coragem nos dias de fraqueza.
E se mesmo assim, ainda não
conseguir sorrir, espero que possa aparecer por aqui, ao menos, voltaremos a
fazer um ao outro feliz, como naquelas tardes de sábados e domingos, ou até
mesmo, das suas risadas com meus gritos de descarrego pela janela do carro, ou
das minhas falhas na cozinha (você é melhor com isso do que eu).
Foi tudo muito bom, verdadeiro.
Mas tudo é escolha, escolhemos caminhos que mudaram nossas rotas. E eu respeito
isso. Então, fica sabendo que seu lugar continua aqui, ninguém foi capaz de ocupar
ou substituir. Mas, peço que não demore muito, talvez chegue alguém que mude
isso. Estou vivendo, viajando, estudando, escrevendo, sonhando, trabalhando e
saindo. Estou conhecendo novas pessoas e mesmo assim, ainda sinto falta do seu
abraço, mas eu não vou te falar isso, nem por mensagens, nem ligações. Ainda
tenho a esperança de amanhã não sentir nada disso.
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