ATELOFOBIA

Hoje, no fim da noite de sábado, deparei com uma nova palavra, ou melhor, um tipo de Fobia, isso mesmo, F O B I A. Atelofobia. Estava pesquisando umas coisas na internet e encontrei esta definição: “medo de não ser suficientemente bom”. Logo comecei a refletir, percebendo e até mesmo se identificando com este tipo de fobia. Quem não tem seus medos e fobias? ( pode atirar a primeira pedra).
Passamos noites em claro, estudando incansavelmente durante anos para se qualificar como pessoa e profissional, mesmo com treino e dedicação, cada um sabe o medo que sente de não ser um bom profissional. Pensamos formas de agradar as pessoas que amamos, retribuímos carinho e mesmo com a correria do dia, tentamos ser um filho melhor, um esposo presente, uma mulher sábia, uma mãe compreensiva, uma amiga sincera. É inevitável o medo de não ser bom para ela/ele/ou em algo.
Honestamente, tenho inúmeros medos dentro de mim. Quando criança, ficava olhando para o teto do quarto e imaginando minha vida sem as pessoas que amo. Sabendo o quão a vida era curta, não queria que tudo passasse despercebido e tinha medo de não ter minha família e amigos por perto. Não tinha maturidade alguma sobre o verbo “perder”. Talvez ali, tenha sido um aviso da vida, já me preparando para um futuro próximo.
Gostava muito de ser plural, acreditava que pessoas sozinhas, eram pessoas infelizes. Com o tempo, percebi que solidão não é tão ruim assim. Aprendi que o importante é buscar aquilo que lhe traz felicidade. Se a felicidade da Ana é José e da Clara é Maria, quem sou eu para dizer que não? Se a felicidade do João é a fotografia e de Pedro é a medicina, quem sou eu para dizer o contrário? Se Carla é feliz vivendo na beira do rio ao lado de Carlos, quem sou eu para discordar? Até mesmo, a Cristina que escolheu passar toda sua vida no apartamento, dentre incontáveis livros e uma xícara de café (uma, duas, três xícaras).
Somos singulares, mas carregamos uma série de pluralidades dentro de nós mesmos.
Independente do medo, da frustração, da insegurança, tem decisões que resultam na vida que queremos viver e seja lá qual seja o medo do futuro, da profissão, da família a ser construída, das pessoas a perder, das lágrimas a derramar, somos todos perfeitamente imperfeitos.
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