SOMOS A SOMA DAS NOSSAS DECISÕES
“Somos a soma das nossas decisões e escolhas, ta aí uma das frases que também sempre gostei, não só porque Martha Medeiros a cita em seu livro “A Graça da coisa” ou talvez, “A Graça da vida”, lá em uma de suas crônicas escrita na noite de setembro de 2011, mas sim, porque é uma frase que me faz lembrar da responsabilidade de uma determinada escolha, mesmo que seja uma pequena, as vezes, até denominamos de insignificante escolha.
Martha Medeiros sempre foi uma poetisa brasileira que sou até suspeita em falar, enquanto lia uma de suas obras, estava no sexto andar de um prédio na capital alagoana, lia em pdf enquanto a noite passava lentamente, lembrava do meu cotidiano e os das pessoas que conheço. Desde criança tive essa mania de querer viver um dia na casa de alguém, para conhecer melhor os costumes dos outros, suspeitava que a vida de todos fosse igual a minha.
Hoje, em mais um dia de férias, sentada no sofá simples da casa de um sítio, recordo não minuciosamente a leitura do livro, mas sim, da frase citada. A todo instante temos que decidir alguma coisa, se estamos em casa, temos que decidir qual hora levantar, vestir calça ou vestido, tomar banho ou não tomar, querer café ou suco, com leite ou sem leite, o almoço qual fazer, o livro qual começar a ler, ficar ou sair, além de todas as escolhas que temos que fazer diariamente, somos levados a imediatamente renunciar algo, se escolho café puro, renuncio o leite, se escolho a calça, renuncio o vestido; se escolho a faculdade de direito, renuncio odontologia.
Não somos apenas a soma das nossas decisões, somos também a soma das nossas renúncias.
Talvez no final das contas, o objetivo da frase seja esse, ou não também, talvez a minha vontade de infância de querer conviver um dia com outra pessoa ou outra família, era para entender que não é apenas a minha vida que é constituída de escolhas, mas sim, toda vida.
Talvez no final das contas, o objetivo da frase seja esse, ou não também, talvez a minha vontade de infância de querer conviver um dia com outra pessoa ou outra família, era para entender que não é apenas a minha vida que é constituída de escolhas, mas sim, toda vida.
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